Alergia em Foco O que você precisa saber sobre as vacinações de viagem


dez

9

2014

O que você precisa saber sobre as vacinações de viagem

As vacinações de viagem protegem contra doenças infecciosas que ocorrem apenas raramente ou mesmo nunca no país natal do viajante. Todos os viajantes devem discutir com seus médicos quais vacinações são necessárias de maneira a terem tempo suficiente para as vacinações, de preferência oito semanas antes da partida.
Viagens de longa distância devem ser planejadas assim que possível. Isso inclui também verificar a imunização pessoal do viajante, uma vez que vacinações rotineiras exigidas no próprio país do viajante são com frequência negligenciadas. Com base nas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), faria sentido vacinar todos os adultos contra uma ampla variedade de doenças de maneira rotineira. Isso inclui vacinações contra difteria e tétano, que devem ser reforçadas a cada dez anos. Além disso, todos os adultos com mais de 65 anos devem ser vacinados contra a gripe uma vez ao ano e contra pneumococos a cada seis anos.
Você pode consultar um médico sobre as vacinações necessárias para o país para o qual você está viajando. Você pode encontrar informações mais detalhadas sobre a situação atual no país para o qual vai viajar nas páginas sobre viagens da OMS ( http://www.who.int/ith/en/). Aqui você encontrará um mapa-múndi atualizado para cada doença de viagem, com as áreas afetadas marcadas em cores (mapas de distribuição de doenças).
Quais vacinações de viagem são obrigatórias?
As vacinas contra febre amarela, cólera e meningite meningocócica são obrigatórias em muitos países. Caso essas vacinas sejam necessárias para a entrada em um país ou para o trânsito através de um país, você deverá apresentar prova dessa vacinação ao entrar (certificado de vacinação amarelo). Somente médicos ou instituições autorizadas podem realizar vacinação contra a febre amarela.
Além dessas vacinas padrão, você pode precisar de outras vacinas na sua viagem. Essas vacinas voluntárias devem ser coordenadas com o estilo de viagem desejado, uma vez que há uma diferença entre uma viagem de aventura com uma mochila em áreas rurais e uma viagem de férias relaxante em um hotel da moda.
A vacinação pode proteger contra as seguintes doenças de viagem: 
Febre amarela: A vacinação é realizada com uma substância ativa viva. Uma única vacinação é suficiente. A proteção começa após dez dias e dura dez anos. A vacinação é geralmente realizada somente em instituições ou consultórios médicos especiais.
Meningococo: Uma vacina não viva é administrada como uma dose única contra o patógeno da meningite. A proteção começa após duas a três semanas, logo depois que o corpo cria anticorpos contra as bactérias.
Encefalite transmitida por carrapato: A vacinação é eficaz contra a variante russa ou asiática da encefalite transmitida por carrapato. Ela é indicada quando se vai ficar nas áreas de risco correspondentes. Primeiro, a vacinação é realizada duas vezes em um intervalo de um a três meses. A terceira vacinação é realizada após doze meses. Os viajantes, porém, já apresentam proteção confiável 14 dias após a segunda vacinação e a proteção continuará por cinco anos. Caso todas as três vacinações sejam realizadas, a imunização durará até oito anos, dependendo da idade.
Encefalite japonesa: A vacinação é realizada três vezes com uma vacina não viva. Após a segunda vacinação (após sete dias), o nível de proteção é de 80%. Após a terceira vacinação, a duração esperada da proteção será de até quatro anos. O risco de se contrair encefalite devido a este patógeno é elevado para viajantes que querem permanecer por mais de duas semanas em áreas de alto risco do sudeste da Ásia.
Hepatite A: Tanto uma imunização ativa quanto uma imunização passiva estão disponíveis. A imunização passiva é apropriada para viajantes de longa distância sem condições de receber imunização ativa a tempo (isto é, seis meses antes da partida). A imunização é realizada como uma dose única. O patógeno é transmitido em condições ruins de higiene.
Hepatite B: A vacinação é recomendada para viagens mais longas em áreas com risco elevado de infecção com hepatite B e em caso de contato próximo com os habitantes nativos. Via de regra, crianças e profissionais de saúde de muitos países são vacinados contra a hepatite B. No caso de pessoas que não foram vacinadas, três injeções são necessárias para a imunização básica. Uma certa imunização existe duas a quatro semanas após a segunda dose, mas somente a dose de reforço após seis meses garante proteção de longo prazo por dez anos, com 96% de confiabilidade. Há também uma opção de vacinação de curto prazo, mas ela também deve ser administrada pelo menos três semanas antes da partida. Mas ela oferece somente cerca de 70 a 80% de proteção.
Poliomielite (paralisia infantil): A maioria das pessoas recebeu essa vacinação na infância ou na adolescência, mas uma dose de reforço é recomendada em casos excepcionais. Diferentes vacinas são usadas e recomendadas dependendo do país. A proteção dura dez anos. Atualmente, provisões especiais da OMS se aplicam, uma vez que a poliomielite está começando a se disseminar novamente em alguns países. Certifique-se de pedir mais informações ao seu médico!
Tifo: A vacinação está disponível como vacina oral ou injeção. Em ambos os casos, a proteção começa após dez a catorze dias. Essas doenças, caracterizadas por diarreia, são transmitidas primariamente em condições muito ruins de higiene, como após desastres naturais. A vacinação só é necessária, portanto, no caso de missões de ajuda humanitária ou explorações especiais.
Cólera: Uma vacinação somente é recomendada no caso de viagens de aventura ou missões de ajuda humanitária sob condições limitadas de higiene. A vacinação é realizada com uma vacina não viva em duas doses com um intervalo de no mínimo uma semana e de no máximo seis semanas. A proteção começa oito dias após a vacinação e persiste por aproximadamente dois anos.
O que mais se pode fazer para permanecer saudável enquanto se viaja?
  • Em países nos quais ocorre malária, as pessoas devem tomar medidas preventivas contra os mosquitos, que também transmitem outras doenças além da malária. Essas medidas incluem redes contra mosquitos, agentes repelentes contra mosquitos e roupas claras que cubram a pele. Não existe vacina contra a malária propriamente dita.
  • Especialmente em países não industrializados, lembre-se de proteger-se contra os vírus da AIDS ou da hepatite, que podem ser transmitidos durante relações sexuais sem proteção. O slogan “preservativos salvam vidas” ainda é tão verdadeiro quanto nunca.
Converse com o seu médico caso esteja planejando uma viagem, de maneira a ter tempo suficiente para as vacinações. O seu médico somente poderá decidir se uma vacinação de viagem é necessária caso a caso e com base na viagem planejada. Além disso, uma única dose não é suficiente para garantir proteção suficiente em todas as vacinações. No caso de algumas vacinas, tais como aquela contra a hepatite B, diversas doses são necessárias. Nesses casos, intervalos temporais específicos devem ser observados entre as diferentes etapas de vacinação. Você deve, portanto, elaborar um plano de vacinação com o seu médico no mínimo oito semanas antes de uma viagem.
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