Alergia em Foco O vírus do ébola se alimenta do pessoal de saúde que trata os doentes


ago

12

2014

O vírus do ébola se alimenta do pessoal de saúde que trata os doentes

Médico americano que se contagiou cuidando de pacientes de ébola na Libéria foi deslocado neste fim de semana para Atlanta, onde foi ingressado em uma sala de isolamento. O vírus já acabou com a vida de 729 pessoas em vários países africanos. Delas, 60 eram pessoal de saúde, como Sheik Umar Khan, um destacado doutor de Serra Leoa, também falecido após ficar contagiado enquanto tratava pacientes infectados com este vírus mortal.
O médico americano Kent Brantly, que se contagiou tratando pacientes de ébola na Libéria, chegou neste fim de semana ao Hospital Universitário de Emory, em Atlanta, um do melhores centros de saúde dos EUA. Brantly foi ingressado em uma sala de isolamento e os médicos que o atendem se mostraram convencidos de que o vírus não escapará. Trata-se da primeira vez que uma pessoa infectada recebe tratamento tanto nesse país como no hemisfério ocidental.
Kent Brantly contraiu o vírus enquanto trabalhava no país africano tratando pacientes de ébola. As autoridades americanas não revelaram seu estado de saúde atual mas garantem que é o suficientemente estável para ter sido transferido para os EUA. O avião no qual viajou retornará agora à Libéria para trazer para sua companheira Nancy Writebol, também infectada. Ambos trabalhavam para a missão Samaritan’s Purse, uma organização religiosa que nos últimos meses ajudou a tratar pacientes locais.

Alto risco de contágio

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, nestes momentos há cerca de 100 infectados e 60 mortos entre o pessoal de saúde por causa do pior surto do vírus do ébola na África desde que foi descoberto em 1976. Na lista de mortes se encontra Sheik Umar Khan, um destacado doutor de Serra Leoa que faleceu há alguns dias após se contagiar quando tratava pacientes infectados pelo vírus do ébola em seu país. Pouco antes de morrer, Khan falou com a BBC a respeito dos riscos que ele e seus colegas enfrentam ao tratar pacientes infectados.
Este vírus, que nos últimos meses acabou com a vida de 729 pessoas e contagiou quase 1.300 em Serra Leoa, Guiné e Libéria, ocasiona uma febre hemorrágica infecciosa, muito contagiosa, que afeta tanto humanos como animais.
Fonte: Agencia Sinc
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