Alergia em Foco Febre Amarela


fev

17

2017

Febre Amarela

A febre amarela ocorre em 43 países da África e das Américas do Sul e Central, onde é endêmica. Essa doença viral aguda, ou seja, que se desenvolve rapidamente, causa surtos com periodicidade irregular, quase sempre precedidos de surtos em macacos. A infecção pode ser assintomática ou produzir desde sintomas leves até doença grave, levando a sangramentos, pele e olhos amarelos (icterícia) e à morte. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano são registradas no mundo mais de 30 mil óbitos por febre amarela — no Brasil, cerca de 30% das infecções têm esse desfecho. Os números seriam muito maiores se não fosse a vacinação.

Transmissão

Em áreas urbanas, a febre amarela é transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue. Nas áreas silvestres, o vírus também é encontrado em macacos, seus hospedeiros intermediários — ao picar o animal, o mosquito é contaminado e passa a infectar humanos.

Quem deve ser vacinado

Recomenda-se vacinar toda a população brasileira residente em áreas de risco a partir dos nove meses de vida e aqueles que viajarem para regiões de risco dentro ou fora do Brasil. Alguns países fazem exigência do certificado de vacinação para entrada no país (CIVP), de viajantes provenientes de regiões endêmicas, como o Brasil. Nesses casos, viajantes também deverão receber a vacina por exigência governamental do país de destino. Orientações para a vacinação contra febre amarela para residentes em área com recomendação da vacina ou viajantes para essa área.
 

Indicação

Esquema

Crianças de 9 meses até 4 anos 11 meses e 29 dias de idade

Administrar 1dose aos 9 meses de idade e 1 dose de reforço aos 4 anos de idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses

Pessoas a partir de 5 anos de idade, que receberam uma dose da vacina antes de completar 5 anos de idade.

Administrar uma única dose de reforço, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses

Pessoas a partir de 5 anos de idade, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de

Vacinação.

Administrar a primeira dose da vacina e 1dose de reforço, 10 anos após a administração dessa dose

Pessoas a partir dos 5 anos de idade que receberam 2 doses da vacina

Considerar vacinado. Não administrar nenhuma dose

Pessoas com 60 anos e mais, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação.

O médico deverá avaliar o benefício/risco da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nessa faixa etária e/ou decorrentes de comorbidades

   

Gestantes, independentemente do estado vacinal.

A vacinação está contraindicada. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como e m situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício/risco da vacinação.

Mulheres amamentando crianças com até 6 meses de idade, independentemente do estado vacinal.

A vacinação não está indicada, devendo ser adiada até a criança completar 6 meses de idade. N a impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício/risco da vacinação. E m caso de mulheres que estejam amamentando e receberam a vacina, o aleitamento materno deve ser suspenso preferencialmente por 28 dias após a vacinação (com um mínimo de 15 dias).

Viajantes

Viagens internacionais: seguir as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI). Viagens para áreas com recomendação de vacina, no Brasil: vacinar, de acordo com as normas do PNI, pelo menos 10 dias antes da viagem, no caso de primovacinação. O prazo de 10 dias não se aplica no caso de revacinação

   
Fonte (créditos) :Sbim.org.br
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