Alergia em Foco Estudo aconselha: médicos devem recomendar a vacina contra a gripe aos seus pacientes


nov

10

2014

Estudo aconselha: médicos devem recomendar a vacina contra a gripe aos seus pacientes

Um simples lembrete dado por um médico de família poderia aumentar significativamente a taxa de vacinação contra a gripe. Este cálculo se baseia nos dados de pesquisa analisados por pesquisadores americanos e suíços. Os resultados foram apresentados no “Journal of General Internal Medicine”.
Existem grandes diferenças entre os vários grupos étnicos nos EUA em relação à imunização contra a gripe. As minorias étnicas são geralmente vacinadas no consultório médico e não em uma farmácia ou no local de trabalho. Elas também consideram o conselho vindo do seu médico como sendo uma fonte de informação confiável em que podem basear sua decisão. No entanto, segundo autores de um estudo da Universidade de Lausanne e da Corporação RAND nos EUA, muitos médicos perdem a oportunidade de recomendar a vacina contra a gripe aos seus pacientes.
Com base em uma pesquisa de internet realizada com 3.418 americanos durante a temporada de gripe de 2009-2010, os médicos observaram que 42,6% de brancos foram vacinados, porém apenas 32,6% de afro-americanos e 30,1% de hispânicos. Também foi perguntado aos participantes com que frequência consultavam um médico (este dado foi semelhante em todos os grupos) e a sua disposição para tomar vacina se fosse bastante recomendado pelo médico da família.
Com a ajuda desses dados, a equipe liderada por Juergen Maurer (Universidade de Lausanne), estimou que a taxa de “oportunidades perdidas” ficou entre 10 e 20% e, entre minorias étnicas, chegava a ser 4 a 7 pontos percentuais mais alta.
Os autores do estudo acreditam, portanto, que recomendações frequentes dos médicos aumentariam a taxa de vacinação em todos os grupos étnicos em 50% ou mais, e diminuiriam pela metade as atuais disparidades nas imunizações contra a influenza.
Referências
Journal of General Internal Medicine (abstract)
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