Alergia em Foco Baixa umidade relativa do ar, cuidado, alerta ou emergência?


jul

4

2013

Baixa umidade relativa do ar, cuidado, alerta ou emergência?

Para alertar sobre os cuidados durante essa época do ano, seguem algumas dicas: O que é baixa umidade relativa do ar, tão falada nesse período de seca? É dita umidade relativa do ar a relação entre a quantidade de água existente no ar (umidade absoluta) e a quantidade máxima que poderia haver na mesma temperatura (ponto de saturação). Essa umidade presente no ar é decorrente de uma das fases do ciclo hidrológico, o processo de evaporação da água. O vapor de água sobe para a atmosfera e se acumula em forma de nuvens, mas uma parte passa a compor o ar que circula na atmosfera. No Brasil inteiro, principalmente no Centro-Oeste e no Sudeste, as temperaturas que sobem e descem de repente e o ar extremamente seco desgastam sobremaneira o nosso organismo, como diz. Isso porque todo ele se mobiliza para manter a homeostase, ou seja, o estado de equilíbrio interno. Assim, quando a umidade relativa do ar baixa é considerada como prejudicial à saúde? De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), índices de umidade relativa do ar entre 20% e 30% caracterizam estado de atenção; quando a umidade está entre 12 e 20%, é considerado estado de alerta; e o estado de emergência é caracterizado por índices de umidade relativa do ar inferior aos 12%. Quais são os sinais e sintomas mais comuns? Os sinais e sintomas mais comuns no início são considerados como pequenos desconfortos, como dores de cabeça e tonturas. Porém com o passar dos anos, estes mesmos vão piorando cada vez mais e afeta principalmente o sistema respiratório e o circulatório. Grande parte desses maus-tratos é devido não somente a mudança climática, mas também a poluição que nos cerca. Osolhos são os primeiros a sentir a influência do ar seco. Isso porque a mucosa ocular é a mais exposta ao ambiente externo. Na falta de umidade, o filme lacrimal, uma leve partícula de água que recobre os olhos, evapora-se muito rápido. Assim, logo começa a coceira e a reação natural é esfregar as pálpebras, o que piora tudo, porque provoca lesões. Sem contar o risco de contaminação por microorganismos levados pelas mãos. Uma das conseqüências costuma ser a conjuntivite. Assim, sem um controle adequado, nariz, boca, garganta e brônquios são afetados. A mucosa nasal fica tão ressecada que pequenos vasos se rompem e sangram. Para piorar, aparecem feridas pequeninas que funcionam como porta de entrada para vírus e bactérias. E os pêlos nasais, cuja função é filtrar as partículas do ar, deixam de cumprir direito esse papel protetor, já que perdem a lubrificação. O efeito desse clima desértico segue para a garganta, que quase invariavelmente fica irritada. Engolir, então, passa a ser a maior dificuldade, principalmente para bebês e idosos. Aí vem a tosse, que agrava o quadro. Se as defesas estiverem em baixa, surgem laringites e faringites severas. Nos casos extremos, os brônquios são afetados. Por isso, as famosas bronquites lotam os prontos-socorros. Sem falar nas crises alérgicas e asmáticas. Quais são as principais providências que devem ser tomadas para evitar ou pelo menos amenizar esse problema?
  • Evitar exposição prolongada ao sol durante os horários de maior calor (das 12h às 16h).
  • Fazer a ingestão de bastante líquido.
  • Fazer o uso de roupas leves quando a temperatura estiver acima de 28°C.
  • Dormir em local mais arejado e umedecido (podem-se usar umidificadores de ar, toalhas molhadas ou reservatórios com água).
  • Evitar choques térmicos.
  • Evitar fazer grandes esforços físicos.
  • Fazer o uso de filtro solar para evitar o câncer de pele e, para evitar o ressecamento da pele evite tomar banho em águas com temperaturas muito elevadas.
  • Caso apresente algum sintoma de doenças respiratórias, que são comuns nesse período, procure auxílio médico para tratá-la imediatamente. O melhor exemplo é a rinite alérgica, a asma, bronquite, entre outras.
Agora a maior ALERTA: cuidado, porque o problema não é tão simples assim, a adaptação que o nosso organismo sofre durante essas épocas tem um preço e é isso nos preocupa, pois estaremos submetidos às más condições atmosféricas por muito tempo ainda. Então precisamos reduzir as conseqüências desses distúrbios. Que tal começar agora? Procure adotar as recomendações citadas!! Modificado por: Bárbara Luíza de Britto Cançado e Michelle de Paula Jacinto, – Monitoras da Unidade de Alergia e Imunologia e Acadêmicas de Medicina da PUC-GO   Revisado por: Dr Daniel Strozzi – Professor de Alergia e Imunologia da PUC-GO
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