Alergia em Foco Alergia Alimentar


nov

17

2014

Alergia Alimentar

O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) define alergia alimentar como um reação imunológica, mediada ou não pelo anticorpo IgE, que ocorre em resposta à exposição a um antígeno do alimento. É importante esclarecer que essa reação pode ser desencadeada tanto pela ingestão como pela inalação ou pelo contato com a pele. Antígenos de alimentos presentes no ar ambiente podem ser os causadores dos sintomas da alergia. Estudo mostram que os principais alimentos que provocam essa reação alérgica são: leite, ovos, trigo, soja, frutos do mar, peixes, castanhas e amendoim.
Essa doença é comum em crianças com incidência variando entre 2 a 8%, dependendo da população. Esse tipo de alergia pode desaparecer na idade adulta mas quando persiste até essa faixa etária, está muito relacionada com a reação anafilática. Mesmo em crianças o choque anafilático pode ser uma consequência à exposição do alérgeno.
Os principais sintomas da alergia alimentar podem ser divididos quanto ao órgão ou sistema acometido. A manifestações cutâneas incluem urticária, angioedema dermatite atópica. As manifestações gastrointestinais que podem estar presentes são vômitos, cólicas, dores abdominais, diarreia e constipação. Os sintomas respiratórios são rinorreia, espirros, tosse e dispneia. As manifestações circulatórias incluem hipotensão e colapso cardiovascular, sendo manifestações graves.
No diagnóstico da alergia alimentar é importante tentar construir uma história dietética cuidadosa. A evidência de sensibilização pela detecção de IgE específica para certos aeroalérgenos e antígenos alimentares também é necessária para a confirmação diagnóstica e determinação do principal ou principais agentes desencadeantes. Como a gama de agentes potencialmente causadores é extensa, a história se faz importante para tentar direcionar a investigação laboratorial. O Skin Prick Test também é uma importante ferramenta uma vez que a exposição pela pele também 犀利士 pode desencadear a reação alérgica e confirmar o agente causador.
Existem muitas pesquisas promissoras no campo do tratamento para a alergia alimentar. A imunoterapia pode ser auxiliar melhorando a qualidade de vida do paciente porém a melhor forma de se prevenir o aparecimento dos sintomas é evitar o contato com o alérgeno. É necessário buscar auxílio médico quando os sintomas se manifestarem uma vez que, dependendo do grau de reação, o choque anafilático pode ser uma consequência da exposição e, se não tratado, pode ser fatal. É importante sempre procurar um médico quando algum dos sintomas descritos estiverem presentes.
Autor: Rodrigo Silveira Roch. Acadêmico de medicina da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Membro da Liga Acadêmica de Imunologia e Alergia da PUC Goiás.
Referências:
Muraro A, Werfel T, Hoffmann-Sommergruber K, Roberts G, et al. EAACI Food Allergy and Anaphylaxis Guidelines Group. EAACI Food Allergy and Anaphylaxis Guidelines. Diagnosis and management of food allergy. Allergy 2014; 69: 1008–1025. DOI: 10.1111/all.12429 Sicherer H, Scott. Epidemiolgy of food allergy. Journal of Allergy and Clinical Immunology. 2011, 127(3).
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